DOMINICAL E A RUTA 34, ONDE SE VAI PARA TODO O LADO (COSTA RICA)

Dominical fica próximo de Quepos e é uma zona de praia, cascatas e surfistas. A vista para a costa é maravilhosa, uma mistura de verde (das palmeiras e restantes árvores) com o bege da areia e o turquesa/azulão do mar e céu. A zona em si, apesar de grande, tem poucos habitantes. Tal como Tamarindo, começou por ser uma aldeia de pescadores, mas as grandes ondas tornaram-na um destino de surf, atraindo agora todo o tipo de turistas.

O que fazer?

Ir à Cascata Poza Azul. É grátis, não é muito grande, mas dá uns belos mergulhos. Se começarem a ver muita gente chegar, rapidamente fica sobre-lotada. Nessa altura, é o momento certo de mudar de local. Não é difícil de encontrar, na ruta 34 virar na paragem de autocarro para dentro da vila (tem placas a assinalar).

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Ir à Cascata Verde, em Uvita. Esta custa 1.000 CRC (1,4€), que se pagam no restaurante, antes de descer. O restaurante também cobra pela utilização dos WC e chuveiros (250 e 500 CRC, respetivamente). Comparativamente com a Poza Azul é maior, podendo-se acompanhar o rio onde se formam mini lagoas, acabando por dar sempre acesso a pequenos espaços privados. É uma zona húmida, portanto levem só o essencial. Dá jeito utilizar sapatos aquáticos porque, tanto numa como noutra, o chão está cheio de pedras.

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Ir à Cascata Nauyaca ou Barú. É a cascata maior da zona. Pode-se chegar até lá caminhando 45 minutos ou a cavalo. A entrada custa 8 USD.

Ir à praia Dominical, no nosso caso em frente ao hostel. O spot dos surfistas.

Ir ao Parque Nacional Marino Ballena, que no fundo é uma praia fechada com entrada de 1.000 CRC (1,4€) para nacionais e 6 USD para estrangeiros, somando-se 2.000 CRC de parque de estacionamento. Vai de Playa Hermosa a Playa Piñuela, 15 km de costa. Nós demos a volta, conseguimos acesso por outra zona, mas conta que tivemos sorte em não nos cobrarem nessa outra entrada. É preciso caminhar alguns minutos para chegar ao parque Nacional.

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Há araras vermelhas, que dão um belo espetáculo, é só entrar na floresta junto à praia e seguir o rasto de frutas no chão. Também se ouve a algazarra que fazem. Proporcionam uma bela nuvem de vermelho no céu quando tentam mudar de árvore. Não fomos na época das baleias (de dezembro a abril), mas como o nome indica, é possível ver baleias a partir da praia. Cuidado a travessar o parque, há sinalização de existirem crocodilos nos riachos que se formam. Também encontram macacos nas árvores.

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De maio a novembro as tartarugas vêm pôr os ovos à praia.  Se tiverem a sorte de visitar a região nessa época têm que ter cuidado para não destruir os ninhos, é uma praia “selvagem”, onde não há identificação dos ninhos. Podem também ir à Cola de la Ballena (cauda da baleia), em Punta Uvita. Na maré baixa as rochas, areia e corais formam um desenho de uma cauda de baleia, visível do ar. Tivemos pena de não ter o drone, mas provavelmente também não podíamos usar. A Costa Rica é um país muito preocupado com a natureza, quer abolir os zoológicos, preocupa-se em reduzir as suas emissões de carbono e está empenhadíssima na utilização de energia de origem apenas renovável, por isso é bem provável que sejam contra os drones voarem em parques nacionais.

 

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Em Playa Ballena observem as Rocas Las Tres Hermanas e a Piedra Ballena. Rochas que se encontram no mar e são visíveis da praia, principalmente na maré baixa. Ainda existem as Playa de Arco e Playa Colonia dentro do parque.

Mais a sul, mas fora do Parque Ballena, encontra-se a Playa Ventana. Quando a maré está cheia encontram-se umas cavernas ou janelas (ventanas). Praia de acesso gratuito por isso enche mais aos fins de semana.

Visitar o Alturas Wildlife Santuary. Recebem voluntários, doações e fazem tours com guia. Os programas de voluntariado são pagos, em troca de estadia, variando o preço com as comodidades incluídas. Os tours ficam a 25 USD, valor mínimo aconselhado de doação.

Onde comer:

No Parque Nacional sugere-se levar lanche, vão estar em praias desertas, sem explorações ou concessões.

Quando vínhamos do parque estávamos a procura de um restaurante e encontrámos o Rapipollo, à berma da ruta 34. Bom e barato. Chovia torrencialmente. Olhando agora para o Google Maps não fazemos ideia do porquê da escolha. Sabemos que fomos à procura de um que estava fechado e que este tinha combinados baratos.

Onde dormir:

Dormimos numa camarata de 2 beliches (4 camas) no Cool Vibes Hostel, que acabou por se tornar num quarto particular com WC porque ninguém se juntou a nós. O hostel tem piscina, mas acabámos por não usar. É o típico espaço em frente à praia para surfistas. Não foi um alojamento inesquecível, mas também não é mau. Tinha uma boa vibe, com gente prestável. Houve uma mãe surfista com a filha, em que esta foi picada por gellyfish, e os restantes surfistas prestaram logo socorro para alívio das dores.

Há vários locais melhores, mais luxuosos e mais caros. Tudo depende da carteira e do gosto pessoal.

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365 dias no mundo estiveram 1 dia e 1 noite em Dominical, de 30 de Junho a 1 de Julho de 2017
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥
Preços: médio
Categorias: natureza, praia, parque natural, animais, cataratas
Essencial: Parque Nacional Marino Ballena, cascatas Poza Azul, Verde e Nauyaca

Estadia Recomendada: 3 dias, talvez mais se quiserem fazer surf

 

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Raquel

Gosto de viajar depressa ou devagar. Gosto de conhecer pessoas, de ouvir as suas histórias, de experimentar as comidas dos países que visito. Falo pelos cotovelos e tenho uma lista de sítios a conhecer que todos os anos duplica de tamanho. Não gosto de desporto, mas de vez em quando perco a cabeça e experimento algum novo.

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