ÇANAKKALE E O SEU CAVALO DE TRÓIA (TURQUIA)

 

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Saindo de Istambul, a nossa primeira paragem seria Bursa, mas rapidamente percebemos que a distância seria demasiado grande para paragens, o tempo foi escasso, e a prioridade foi chegar ao destino. Só iríamos ficar em Çanakkale uma noite e de manhã tínhamos de seguir cedo para a próxima cidade. Digamos que a Turquia é MUITO grande e tem MUITO para ver. Duas semanas é uma estadia aceitável para pessoas que querem ver três ou quatro cidades, mas, para nós que queremos ver TUDO, andámos a correr.

Chegámos antes do sol se pôr, fomos ao hotel fazer o check-in e seguimos para a voltinha possível. Na Turquia há uma forma de estacionamento caricata. Pode-se bloquear todos os carros, a chave fica na recepção e eles depois compõem o cenário. Vê-se isto por todo o país e em todo o tipo de locais. A Raquel ficou maravilhada a assistir de um terraço perto da Mesquita Süleymaniye às diferentes manobras necessárias para encaixar os carros na cobertura de um parque de estacionamento tipo silo. 

Voltando a Çanakkale, a cidade é à beira-mar, não muito grande. Tem o típico paredão/calçadão pedonal junto ao mar, um ar de vila piscatória, muitos barcos e venda de mexilhões na rua. Vamos acabar por experimentar estes mexilhões umas cidades mais à frente no nosso roteiro e #spoileralert – não é só um mexilhão.

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É aqui que nos acontece o único evento em que um de nós teve algum receio, talvez medo, de estar onde está. O Tiago, como bom adepto do FCP, decide que tem de ver o jogo da Liga dos Campeões contra o Galatasaray (da Turquia). Como já é habitual nesta relação, enquanto um vê o jogo, a outra aproveita para pôr o blog em dia, normalmente no mesmo local. Tal não foi possível. O jogo só dá num canal e esse canal é pago. Não há um único restaurante, bar ou tasco na cidade onde a gente passe que tenha uma televisão com esse canal. Os adeptos do Galatasaray já andam nas ruas equipados e a afinar as vozes gritando pelo seu clube. Há aqui uma devoção/fanatismo que bate aos pontos os adeptos lusitanos. Saímos do restaurante/bar onde estávamos inicialmente, descemos a avenida principal com o computador na mão, subimos a rua, nada. O Tiago descobre um único local a dar o jogo, cheio de adeptos do adversário. Por sensatez, decidimos que ele fica a ver o jogo sozinho (não havia mulheres na sala). Na página do Facebook o Tiago já descreveu a experiência e correu tudo bem, mas ficou bem caladinho todo o jogo.

O que fazer:

A grande atração da cidade é Tróia. A poucos quilómetros ficam as suas ruínas. Aliás no centro da cidade encontra-se o cavalo de Tróia (o modelo usado no filme por Brad Pitt) onde toda a gente pára para a selfie. As ruínas foram descobertas em 1870 e sabe-se que são de sucessivas cidades. Tróia tem especial importância porque foi imortalizada por Homero com as aventuras de Paris e Helena. E é a versão do filme de 2004 que atraiu visitantes à cidade. 

Na cidade encontram a Torre do Relógio e, junto ao mar, o Cavalo de Tróia, do filme de Wolfgang Peterson, de 2004. É feito de madeira, não é muito grande, achámos que seria maior, mas dá um passeio agradável para fazer num final de tarde, junto ao mar, para ver o cavalo.

Onde dormir:

Escolham um local à beira-mar. O nosso hotel – Helen Park – era agradável. 

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365 dias no mundo estiveram 15 dias na Turquia, de 30 de setembro a 14 de outubro de 2018

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Raquel

Gosto de viajar depressa ou devagar. Gosto de conhecer pessoas, de ouvir as suas histórias, de experimentar as comidas dos países que visito. Falo pelos cotovelos e tenho uma lista de sítios a conhecer que todos os anos duplica de tamanho. Não gosto de desporto, mas de vez em quando perco a cabeça e experimento algum novo.

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