WESTFJORDS (ISLÂNDIA)

Saímos da zona oeste cedo, com a esperança de chegar ao hostel perto das seis da tarde e ainda ir tomar um relaxante banho quente de piscina aquecida, mas… a Islândia é assim, somos “forçados” a parar várias vezes para apreciar a paisagem e já chegámos uma hora e meia depois do previsto. Mais uma vez, tivemos a sorte de encontrar auroras boreais e parámos o carro para ver melhor, e ainda nem era de noite.

Sair da ring road para ir para os fiordes do oeste é um desvio gigante que ponderámos várias vezes. Queríamos ver a paisagem, mas sabíamos que precisávamos de um dia inteiro das férias para este desvio. Felizmente tínhamos flexibilidade e decidimos que mesmo sendo cansativo íamos arriscar.

Dormimos propositadamente em Drangsnes para ficar numa zona mais costeira, o que, com a neve, nos roubou 40 minutos. A casa não era má, mas o SPA grátis não ficava no hotel, contrariamente àquilo que pensávamos. A piscina ficava às portas da cidade e estava lotada, como a maioria das hot tubs gratuitas. Adíamos para a manhã seguinte, mas, mais uma vez, desistimos. Custa-nos muito madrugar, mesmo com um objetivo. Teria sido lindo ver o nascer do sol a partir da piscina, mas… não deu, e quando passámos ao partir, já tinha gente. Os islandeses gostam mesmo muito de usar as piscinas, vai ser difícil encontrar uma vazia.

Os fiordes do Oeste são uma zona inóspita, principalmente nesta altura mais fria, quando é habitual algumas estradas terem de ser fechadas devido à neve. Controlámos pelo road.is na véspera e confirmámos de manhã. Estando as estradas abertas, seguimos viagem. A viagem prometia ser de pelo menos 4 horas, só até à cascata… na realidade foram 5 horas, com algumas paragens pelo meio, uma delas para ver baleias! O Tiago saiu para tirar fotografias à montanha, quando reparámos que havia um grande grupo de baleias, cerca de quinze. Lançámos o drone e ficámos a ver o espetáculo. No mesmo percurso também vimos focas.

O que fazer:

Dynjandi: É a maior cascata dos fiordes. Ao aproximarmo-nos de carro quase não nos apercebíamos da cascata, parecia estar tudo congelado e fundia-se perfeitamente na montanha. Só mais perto percebemos que ainda corria água. São sete quedas de água em série e há um trilho que permite subir até ao último troço (de verão, ou sem neve, é mais seguro, nesta altura recomendamos precaução). Aqui não se pode voar com drone. Começamos a ver alguns sinais do que o turismo de massas faz às atrações turísticas. Gente que não sabe utilizar casas de banho portáteis e despeja lixo lá dentro, copos de café bem enterradinhos na neve, lenços de papel e latas no chão, e, mesmo quando há caixotes do lixo, estão a abarrotar. Os islandeses preservam muito a vida selvagem, gostam de marcar os caminhos para que os turistas só andem dentro do percurso definido e assim a natureza não seja pisada, mas há sempre um artista do lado errado da cerca/corda a achar que é mais esperto que os outros.

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Westfjord Heritage Museum: fica em Ísafjörður, a maior cidade da região. Abre de 15 de maio a 30 de setembro, a entrada custa 1200ISK.

Náttúrugripasafn Bolungarvíkur: Museu de História Natural  em Bolungarvik, abriu em 1998. A entrada custa 1200ISK combinado com o museu marítimo Ósvör.

Centro da Raposa do Ártico: o museu existe desde 2007 em Súðavik. A raposa é o único mamífero nativo da ilha. Custa 1200ISK.

Súðavíkurkirkja: a igreja de Súðavik foi transferida de outra região. Atraiu-nos mais a estátua junto à igreja, um memorial aos marinheiros perdidos. A cidade foi criada para a caça à baleia, na altura com 200 habitantes. Em 1995 sofreu uma avalanche e passou a dividir-se em duas partes, a zona antiga e a zona nova. A igreja é de construção norueguesa e foi doada a Hesteyri (dentro da reserva natural), onde funcionou de 1899 a 1952. Em 1960, as autoridades decidiram mudar a igreja para Súðavik.

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Hornstrandir Nature Reserve: é uma zona sem estradas nem lojas. Quem quiser percorrer os trilhos tem de preparar tudo o que vai necessitar. Pode ser visitada de maio a julho.

Sæbólskirkja: igreja de 1929.

Seal lookout: zona de focas. Está preparada para picnics, com mesas e bancos. Podem parar para ver as focas, mas elas não ficam nas rochas mais próximas da margem (pelo menos, na altura em que lá estivemos).

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Hellulaug: No percurso para o alojamento dessa noite reparámos numa piscina geotermal grátis, junto à praia. Ainda descemos, cheios de esperança, mas estava um grupo de islandeses todo equipado com drones, máquinas fotográficas e fogueiras. Achámos que estaríamos a mais…

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365 dias no mundo estiveram na Islândia de 23 de outubro a 7 de novembro de 2019

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Raquel

Gosto de viajar depressa ou devagar. Gosto de conhecer pessoas, de ouvir as suas histórias, de experimentar as comidas dos países que visito. Falo pelos cotovelos e tenho uma lista de sítios a conhecer que todos os anos duplica de tamanho. Não gosto de desporto, mas de vez em quando perco a cabeça e experimento algum novo.

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