ÁGUEDA TEM… A RUA MAIS BONITA (PORTUGAL)

Águeda é uma cidade de dimensão pequena, mas com um forte tecido empresarial. Localizando-se mais no interior do que as vizinhas Aveiro e Ílhavo, desviada do percurso da costa do turista comum, foi obrigada a acrescentar valor para atrair visitantes. Aproveitou o rio que passa pela cidade para criar atrações como Bolfiar e as antigas noras, e tem sido falada e copiada por todo o mundo pelos guarda-chuvas que um dia decidiram pendurar por toda a rua Luis de Camões. De verão são coloridos, enfeitando a cidade desde o Agitágueda até à Festa do Leitão. De inverno são luminosos, dando um confortante brilho às noites frias. A cidade é a casa mãe da empresa Orbita, das bicicletas, e da Famel, das motas. Região do leitão à Bairrada e de vinhos, come-se bem por todo o lado. Visita-se bem num itinerário de um dia e pode ser combinada com inúmeras zonas vizinhas.

Começou por ser conhecida como Casal Lousada (documentado de 1050-77), mas teve outros nomes, como Ágata. Era ponto de passagem para Santiago de Compostela e a Rainha Santa Isabel pernoitou aqui, em 1325, na sua peregrinação. Durante anos as suas cheias apareceram recorrentemente no telejornal e só quem lá mora sabe quantas vezes foi de barco ver os estragos nos seus estabelecimentos comerciais. Aliás, ainda no último inverno voltou a aparecer na TV pela mesma razão.

O que fazer:

Museu ao Ar Livre – Esta iniciativa, a mais emblemática da cidade, com o nome de Umbrella Sky Project, surgiu em 2012, tendo o seu ponto mais icónico a rua Luís de Camões, mas encontram vários guarda-chuvas noutras ruas adjacentes, além de outros tipos de instalações artísticas. Já recebeu várias recomendações internacionais, como um artigo na CNN.

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Street Art – A cidade tem rejuvenescido graças ao Umbrella Sky Project, e uma das mudanças é a sua relação com a arte urbana. Por toda a cidade há arte e pode-se criar um percurso dedicado a este formato, que já apresentámos em detalhe, aqui.

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Vejam a zona ribeira. Caminhem, vejam as fachadas. No verão há gaivotas no rio, esplanadas espalhadas pela margem e uma zona relvada que permite caminhadas em família.

Visitem o Parque Alta Vila ou Jardim Botânico.

Quando terminarem de conhecer a baixa da cidade podem seguir até à Praça Conde de Águeda e subir em direcção ao Tribunal Judicial. Esta zona, incluindo o jardim que vai da praça ao tribunal, fica enfeitada durante o Agitágueda.

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À esquerda encontram as escadas que sobem até à Igreja de Santa Eulália, a igreja matriz.

Quem for curioso em relação a arquitectura pode subir pela N1 até ao Hospital Distrital para ver a fachada. Ainda é possível ler “Hospital Asylo Conde de Sucena”.

O Museu da Fundação Dionísio Pinheiro fica no centro, sendo utilizado para sensibilizar a população para a arte. Abre de terça a sábados das 10 às 18h e ao domingo com marcação. A entrada custa 3€.

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O Museu do Cancioneiro é uma casa de época do século XVIII, das mais bonitas da cidade.

Há também um Museu Ferroviário e um Etnográfico. Não ficam no centro da cidade, mas nos arredores. O Museu Ferroviário: Núcleo Museulógico de Machinata do Vouga fecha à segunda. Nos restantes dias abre das 10 às 17:30 e fecha durante a hora de almoço. Custa 2€.

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Visitem Bolfiar, uma praia fluvial, ideal para mergulhar nas águas frescas. Recomenda-se a visita no verão, até porque no inverno a nora é desmontada. Fica na N230, junto da ponte que une os rios Alfusqueiro e Agadão. Há outras praias fluviais, como a praia fluvial do Souto do Rio. As famílias da região sabem usufruir das margens do rio ou da pateira. É possível ver muitos almoços e pique-niques de domingo nas praias fluviais da região.

Devem visitar a Pateira de Fermentelos, alcançável pelas diversas margens (Óis da Ribeira, Fermentelos, Espinhel, Requeixo). É a maior lagoa de água doce da península ibérica, o que, dito assim, já é qualquer coisa. Tem de ser visitada de carro. Pode-se passear de barco e nas margens há restaurantes (por exemplo, o Pôr-do-sol, em Óis da Ribeira). Pode ser feito um percurso pedestre junto à lagoa.

Quando visitar:

Julho é mês de Agitágueda. Desde 2006 que a cidade recebe uma mistura entre artistas nacionais consagrados e alguns menos conhecidos. Geralmente, há também espaço para pelo menos um artista internacional. Os concertos são gratuitos e há sempre onde jantar e beber nas barraquinhas. Nós sugerimos que visitem a tasquinha da Abashalom, uma IPSS da cidade que nos é muito querida.

Setembro é mês de Festa do Leitão, com concertos também. Aqui a entrada já é paga. Pode-se juntar a um programa de vindimas, como o das Caves São Domingos.

De junho a setembro, ao sábado, há comboio histórico, com visita ao museu ferroviário incluída. Custa 30€ e inclui várias surpresas.

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Dezembro é comemorado com o maior Pai Natal do mundo e, desde 2018, também com o mais pequeno. O maior fica na Praça Primeiro de Maio, mede 21,08m, e é iluminado com 250 mil LEDs. O mais pequeno é uma obra de Willard Wigan, pode ser visto no Posto de Turismo, e é do tamanho de um ponto final, cabendo no buraco de uma agulha. Só é visível a microscópio. Aqui não há concertos, mas há guarda-chuvas na sua versão de inverno e pequenos “spots”, bons para fotos.

Onde comer:

Sendo esta a região da Bairrada, come-se bem, aliás, como em todo o território nacional. Os restaurantes servem geralmente pratos de carne, como chanfana, feijoada, vitela assada, leitão, cabidela, mas também o habitual bacalhau, as caldeiradas e a lampreia. Apesar de ser possível beber aqui vinhos de todo o país, é uma boa região para apreciar o vinho local. Restaurantes bons não faltam, mas deixamos aqui quatro sugestões para comida regional.

Sugestões:

  • Restaurante 3 manos – já fica às portas da Mourisca do Vouga, perto do Museu Etnográfico.
  • A Aldeia – também não fica no centro de Águeda, fica em Pedaçães. Recomenda-se reserva ao fim de semana. Também recomendamos a picanha.
  • O Manjar da Helena – fica do outro lado do rio, perto do centro.
  • Restaurante do Capador – dos melhores restaurantes da região, fica em Águada de Cima.
  • O Típico – fica no centro, perto da Fundação Dionísio Pinheiro. Recomendamos as migas lagareiras.

Onde dormir:

No centro há algumas opções, como o Hotel Conde de Águeda e os hostels XPT Águeda e o Águeda Hostel & Friends. Se quiserem conjugar Águeda com Aveiro e Ílhavo também podem ficar em Aveiro.

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