PONTE TIBETANA EM BELLINZONA – TICINO (SUIÇA)

Sabem quando conhecem um sítio e um dia descobrem que há imenso naquele local que nunca viram? Foi o que aconteceu na Suíça em fevereiro. Ambos conhecemos o país, mas nunca tínhamos feito efetivamente turismo ali. Os tios da Raquel moram no Ticino, a Raquel e os pais moraram no cantão Turgóvia, e sentíamos que nesta viagem tínhamos que conhecer mais. Percebemos que íamos ficar muito perto duma atração que nos era totalmente desconhecida, a ponte Carasc, ou a ponte tibetana, criada em 2015. Tínhamos que lá ir! Decidimos ir um dia de manhã, e confessamos que desvalorizámos o esforço físico que seria.

Ponte Carasc

A ponte Carasc é uma ponte suspensa de 270m de extensão que une Sementina e o Monte Carasso. Está a uma altitude de 695 metros, mas a 130m do chão. Tem um metro de largura e é um verdadeiro desafio para quem não gosta muito de altitudes, apesar de ter um grau de oscilação muito pequeno.

A estrutura veio trazer algumas facilidades para quem gosta de caminhar na região. O percurso “Via delle Vigne” passou a ser ligado a Curzútt pela ponte tibetana. Via delle Vigne é um percurso que sobe Sementina e Gudo. Curzútt é uma região pitoresca de casinhas na montanha, pertencente a Monte Carasso.

Funicular

O percurso pode ser feito todo a pé, iniciando em Sementina ou em Monte Carasso, ou pode começar pela subida de funicular até Curzútt e depois passar na Igreja de São Bernardo, atravessar a ponte Carasc até ao Oratório dos Santos Defensores, já do outro lado do vale. O percurso pode seguir até aos castelos de Bellinzona (património UNESCO) e ao lago Maggiore ou então até Orino, Mognone e Albano.

O funicular sobe até Mornera uma localidade a 1400 metros do nível do mar, forma-se aqui um microclima permitindo caminhadas no meio da natureza ou descer de parapente. A subida até Mornera demora 12 minutos.

A nossa experiência:

Chegámos cedo e estacionámos o carro à porta. Percebemos logo que pagar o lugar ia ser um problema. Não conseguimos pagar com cartão e não tínhamos moedas. Arriscámos tudo e usámos a primeira hora grátis e subimos na esperança de não ser multados.

A bilheteira estava fechada e tivemos que utilizar a máquina automática e não correu bem. Da primeira vez comprámos um bilhete para descer, na esperança que fosse só para subir. O bilhete não abria os torniquetes e tivemos que comprar os bilhetes de 19 francos. Subimos até Mornera e vimos aquela vista espetacular, e um bocadinho pequenino de neve.

Em Curzútt e Mornera há restaurantes e algumas casas particulares. Só o restaurante no Núcleo de Curzútt funcionava porque os alojamentos estavam ocupados.

Percebemos que o funicular pode ser controlado (chamado e mandado parar) através dumas caixas elétricas com botões como se estivéssemos num elevador normal de edifício. Chamámos o funicular para descer até Curzútt e seguimos caminho.

O percurso não é difícil, mas estava um inverno não habitual na Suíça, com mais de 20º. Passámos pela igreja San Bernard, pelo núcleo arqueológico Puncète e mesmo depois de começarmos a ver a ponte faltava imenso para lá chegar.

Chegámos à Ponte Tibetana pensando que todo o esforço valeu a pena, mas percebendo que nunca chegaríamos a casa a tempo de almoçar. Tínhamos previsto um percurso muito mais rápido. A vista para o vale é impressionante. E a natureza ali está quase em estado puro.

Atravessámos a ponte, descansámos, voámos o drone e regressámos pelo mesmo percurso. Encontrámos um casal a fazer downhill e um pai com dois filhos pequenos. O percurso de regresso custa menos porque é a descer.

Descemos de Curzútt a Monte Carasso de funicular e desta vez foi difícil conseguir fazê-lo parar. Descemos de funicular cheio, nós, três funcionárias do núcleo, um pai com dois filhos e outro adulto.

Para nosso grande alívio o carro não tinha multa e regressámos a casa para almoçar depois das 14h. Tudo demorou cerca de 4 horas.

O que ver:

Há várias atrações na região como:

  • Antico Convento delle Agostiniane – Monte Carasso;
  • Fortini della Fame – Sementina;
  • Chiesa Madonna della Valle;
  • Chiesa SS. Trinitá;
  • Chiesa San Bernard;
  • Zona Archeologica Puncète;
  • Nucleo Curzútt;
  • Chiesas (igrejas):
    • San Defentent;
    • Sant’Antonio;
    • San Michele;

Há várias trilhas:

  • Ponte Tibetano: um percurso fácil de 3 horas e meia que passa por Monte Carasso, Sementina, San Defendent, Ponte, Igreja de San Bernard, Núcleo de Curzútt, Igreja SS Trinitá e Monte Carasso.
  • Monda: um percurso de dificuldade média e 2 horas e meia que começa em Curzútt, e passa em San Bernard, Pientina, Pié Moretti, Marn, Baltico, Alpe Monda e Mornera. Sobem de funicular até Curzútt e descem de Mornera.
  • Mornera: percurso fácil de uma hora e meia que começa em Mornera, e passa em Laghetto Mornera, regressa ao funicular e desvia para Sentiero delll’Arte e Sentiero Ciaspole e regressa ao funicular. Sobem e descem de funicular até ao fim.
  • Albagno: é um percurso de 4 horas e dificuldade média que parte de Mornera e passa em Pian di Narfeyrarstofa, Capanna Albagno, Alpe Cassengengo Mudada Vecchia, Alpe Monda e regressa. Sobe e desce de funicular até ao fim.
  • Morisciolo: é um percurso fácil de 4 horas que começa em Sementina e passa em San Defendent, Alpe Mognone e Alpe Morisciolo e regressa, Sempre a pé.
  • Via delle Vigne: um percurso fácil de quase 3 horas que começa em Sementina e passa em Pian Carlo, Redonda, Motto Martino, Malacarne/Progero e Cugnasco. Sempre a pé.
  • Alpe Orino: há duas formas de chegar ao mesmo local, as duas difíceis, a primeira mais longa. Sempre a pé.
    • Via Cantonale Sementina: quatro horas meia num percurso que passa em Monti della Costa, Capanna Alpe, Mognone e Capanna Orino;
    • Campana Orino Sementina: são 3 horas e 20 minutos num percurso que passa em Monti del Langhetto, Pian Palerm, Redonda, Piancalardo e Sementina.

Onde comer:

Núcleo Curzútt: Restaurante Ostello Curzútt;

Mornera: Grotto Mornera;

Onde dormir:

Nós recomendamos dormir em Bellinzona ou próximo, mas em Curzútt há um Hostel

Chegar lá:

De carro:

  • Saída A2 Bellinzona Sud;
  • Seguir na direcção de Giubiasco;
  • Nos primeiros semáforos virar à esquerda;
  • Direcção Sementina;
  • Continuar na Via al Ticino durante 2.1 Km;
  • No fim da Via al Ticino virar à direita para Monte Carasso;
  • Continuar na via Birreria durante 2.1 Km;
  • Vire à esquerda, seguir a placa.
  • Há um parque de estacionamento, o site sugere Er Carà di Sai em Monte Carasso. Atenção que precisam de moedas, nós só tínhamos Revolut e não conseguimos pagar com cartão.

De transportes:

  • Da estação de Bellinzona:
    • autocarro 311, direcção Locarno;
    • autocarro 2, direcção Giubiasco Stazione;
    • sair em Monte Carasso/Cunvént ou Monte Carasso/Urénn-Funivia;
    • caminhar dois minutos;
  • Da estação de Locarno:
    • autocarro 311, direcção Bellinzona;
    • sair em Monte Carasso/Cunvént ou Monte Carasso/Urénn-Funivia;
    • caminhar dois minutos;
  • Da estação de Giubiasco:
    • autocarro 2, direcção Bellinzona;
    • sair em Monte Carasso/Cunvént ou Monte Carasso/Urénn-Funivia;
    • caminhar dois minutos;

Preço:

Aqui há truque, pelo menos no inverno. Não há bilhetes só dum percurso, só de ida e volta. E não havendo bilheteira aberta têm que utilizar a máquina automática. Podem subir a pé e descer pelo que percebemos, de funicular de graça. No entanto, há horários com um funcionário a controlar, mas em fevereiro não vimos nenhum. A nosso ver, quem conseguir arriscar subir a pé, pode descer de graça.

Subir de funicular implica ler um código de barras à entrada e passar por um sistema de torniquete. Não achámos o sistema de máquina automática de compra de bilhetes fácil de entender.

  • Ir até Mornera e descer são 19CHF.
  • Até Pientina e descer são 13CHF.
  • Ir até Curzútt/San Barnard e descer são 10CHF.
  • Os cães pagam 5CHF.

Podem ler mais sobre a Ponte Tibetana e o Monte Carasso, horários e preços aqui.

365 dias no mundo estiveram na Suíça de 31 de janeiro a 6 de fevereiro de 2020

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365 DIAS NO MUNDO

Somos um casal de viajantes com uma lista de viagens por realizar que está sempre a crescer. Juntos viajamos para conhecer a história, a cultura, as pessoas e a gastronomia de outros lugares.

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