DE PORTUS CALE AO CÁLICE DE PORTO (PORTUGAL)

O Porto é a segunda maior cidade do país e disputa com Lisboa os grandes acontecimentos. É o Porto que tem um nome semelhante ao do país, originalmente Portus Cale e que já existia no condado Portucalense. É aqui que D. Pedro e D. Afonso IV travam a guerra após a história de amor de Pedro e Inês. O vinho do Porto é conhecido mundialmente, o clube da cidade também passou, merecidamente, fronteiras e o seu centro histórico é património da UNESCO.

O centro é cinzento (do granito dos edifícios), fechado (pelas ruas estreitas e edifícios altos), soltam-se impropérios por todo o lado, mas isso não é defeito, é feitio, o que torna o Porto único. É a casa-mãe da francesinha e das tripas à moda do Porto. Tem uma arquitectura muito especial. O São João (festas da cidade em junho) é único, incomparável com as festas de Lisboa e tenta transformar o seu Nos Primavera Sound no Coachella português (dito por um dos organizadores).

Entre as duas cidades (Porto e Lisboa) há uma disputa, nem sempre saudável, e um verdadeiro portista dirá sempre que o que mais gosta em Lisboa é a placa que diz “A1 Porto”. É uma cidade comercial, diríamos até à frente do tempo, quando em comparação com outras, acolhedora e que merece uma visita prolongada para a conhecer melhor. Sabe atrair e deixar encantados os visitantes, como quando tem 100 mil túlipas espalhadas pela cidade (no jardim de São Lázaro, no Passeio Alegre, na Praça Velasquez, na Rua do Infante, na Praça da Trindade e nas ruas Sá da Bandeira e Gonçalo Cristóvão).

Prometemos que não precisam de muito para ficarem apaixonados.

O que visitar:

Ponte Luiz I: a ponte de estrutura metálica que une Porto a Vila Nova de Gaia foi construída entre 1881 e 1888. Apesar de quase todos a chamarem de Ponte Dom Luís, está gravado na pedra apenas Ponte Luiz I porque o Rei faltou à inauguração e o povo não perdoou. Esta é a versão mito urbano, a verdade é que na altura não se usavam os títulos, como se vê na Ponte Maria Pia. Apesar disso encontram diversas páginas de internet de organismos oficiais nacionais em que o nome surge como D. Luís e não Luíz I.
A ponte surge após se provar que a ponte Pênsil existente não permitia uma circulação eficaz. Foi o ex-sócio de Eiffel, Seyrig, que projectou esta ponte, sendo o seu trabalho já conhecido pela Ponte Maria Pia. Hoje em dia no tabuleiro superior circula o metro (linha amarela) e no inferior dá-se a circulação rodoviária, em ambos os tabuleiros há passeios para pedestres. O tabuleiro inferior tem 174 metros e o superior 391,25. Neste momento está em obras.

Ponte Pênsil: da ponte que existia antes da Ponte Luiz I, só sobram os pilares. Fica junto à ponte nova, do seu lado direito.

Ribeira: a zona ribeirinha da cidade é das mais turísticas, restaurantes pequenos, com vista rio e para os barcos rabelos, passeios de barco pelas 6 pontes ou até ao Pinhão, tudo se pode fazer aqui. A vista para as caves de Vila Nova de Gaia é a sua imagem de marca. Já foi feia, escura e até podia perigosa, mas o aumento do turismo e a vontade em renovar a zona com AL’s e habitação para uma classe média alta ressuscitou as ruas.

Funicular dos Guindais: une a zona ribeira ao nível da margem do rio e à zona mais alta da cidade, ligados aos dois tabuleiros da ponte Luís I. Facilita a subida e descida da Ribeira à Batalha e vice versa. O funicular é de 1891 e foi renovado em 1994. Só vale a pena subir, a nosso ver, e tentem ficar na parte da frente. Custa 2,5€.

Muralha Fernandina: serviu para proteger a cidade contra as investidas de Castela, pois a Cerca Velha já quase facilitava as tentativas de invasões pelos vizinhos. Apesar de ter sido iniciada em 1336 por D. Afonso IV foi D. Fernando quem a terminou em 1376. Foi demolida quase na totalidade no século XIX, devido ao crescimento da cidade fora das muralhas. Ainda é possível observar pequenos troços, mas das suas 18 passagens sobra o Postigo do Carvão.

Ascensor da Ribeira (elevador da Lada): acreditam que nunca tínhamos reparado? Foi agora em 2020 que nos saltou à vista que há outra forma de subir. Une a Ribeira à encosta do Barredo e é um transporte público gratuito. Do topo conseguem usufruir do miradouro.

Centro de Congressos Alfândega do Porto: é vencedor do prémio de melhor centro de congressos da europa (2014, 2015 e 2017). Surge por ordem real de D. Afonso IV. Servia para armazenar as mercadorias e mais tarde para a cobrança do imposto aduaneiro, tinha ramal ferroviário próprio, mas deixou de ser a alfândega da cidade em 1987. Tem uma posição privilegiada junto ao rio. É Souto de Moura que renova o edifício histórico, agora utilizado para exposições e eventos.

Palácio da Bolsa: Na zona existia o Convento de São Francisco, que ardeu no Grande Cerco do Porto, em 1832. Os comerciantes da cidade discutiam ao ar livre desde que a Casa da Bolsa do Comércio tinha fechado, então em 1842 lança-se a primeira pedra do Palácio da Associação Comercial do Porto, da autoria de Joaquim da Costa Lima, sobre as ruínas do convento.

Foi a rainha D. Maria II que doou o terreno e decidiu que a ACP teria direito a uma taxa sobre todas as transações comerciais da Alfândega, daí a “devoção” à monarca que lhes permitiu existir. O edifício é inaugurado por D. Manuel II em 1909, mas após o 5 de outubro, quando se dá a implantação da república o palácio é inventariado e desocupado, só sendo devolvido à Associação em 1918. O edifício é duma beleza ímpar, a biblioteca não é visitável, mas o restante edifício sim. É de louvar o estado do edifício, que já foi todo renovado.

O Palácio abre às 9:30 e fecha às 17:30 de novembro a março e às 18:30 o resto do ano. A visita é obrigatoriamente guiada, por 10€, e dura 30 minutos.

O primeiro encontro da ABVPPT foi lá.

Mercado Ferreira Borges: fica junto ao Palácio da Bolsa, perto da Ribeira. É de 1885 e foi construído para substituir o Mercado da Ribeira que se realizava ao ar livre. Apesar de ser um impressionante edifício de ferro a população nunca gostou de frequentar mercados fechados e não lhe deu o devido valor. Desde 2010 os direitos de utilização pertencem ao Hard Club que o soube utilizar para espetáculos sem alterar nada do edifício.

Conjunto Arquitetónico dos Clérigos: É constituído pela igreja, museu e torre. A igreja barroca é a primeira com forma de elipse, e a sua galeria que circunda toda a nave tornam-na única. Em dezembro de 2019, às 12h era possível assistir a um concerto dos órgãos de tubos terminados em 1779. O museu é a antiga Casa da Irmandade que une igreja e torre e abriu ao público em 2014. A Torre de 75 metros destaca-se na cidade, e é necessário subir 225 degraus para chegar ao topo. É de estilo barroco, criado por Nicolai Nasoni e em dezembro abre também para visitas noturnas, das 19 às 23h (de 13 a 30 de dezembro). O bilhete custa 5€, tanto na visita diurna como na noturna.

Livraria Lello: Os irmãos José e António Lello abriram a livraria em 1881, na Rua do Almada e em 1894 compraram a Livraria Chardron, que conhecemos hoje como Livraria Lello. O edifício é inaugurado a 13 de janeiro de 1906. Em 2016 foi renovado à sua fachada original, a tempo do lançamento mundial do último livro de Harry Potter. Os seus vitrais, a escadaria interior e o tecto fazem com que se destaque e inunde o instagram com fotos de curiosos. J. K. Rowling sentava-se nas esplanadas da cidade a tentar escrever um livro. Dizia-se que esta livraria centenária lhe serviu de inspiração para Harry Potter e a sua escola de feiticeiros com as escadas peculiares. Rowling negou ter conhecido a livraria em 2020.

A entrada é paga (5€), mas reverte em desconto na compra dum livro. Pode-se comprar o bilhete online, somando uma taxa de 0,50€, como não dá prioridade na entrada provavelmente não se justifica. Fica na Rua das Carmelitas, perto da Torre dos Clérigos e o Jardim das Oliveiras. Abre das 9:30 às 19h.

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Nós fomos na véspera de Natal de 2019, estava à pinha, mas ofereciam uma encenação à porta do Principezinho, um cálice de vinho de Porto da Taylor’s e não cobravam entrada. Adorámos a edição própria em miniatura de clássicos como O Principezinho, Alice no País das Maravilhas, Pinóquio, Lusíadas, e muito mais. Estas miniaturas não são baratas, mas são artigos de colecionador e ficam muito bem numa estante.

Aliados (Avenida dos): esta grande avenida da cidade alberga os grandes eventos gratuitos da cidade, os festejos das vitórias dos campeonatos do FCP, os concertos de fim de ano e festas da cidade. Inclui fachadas de Art Nouveau e Art Decaux de cada lado da avenida, muitos edifícios renovados agora, nesta onda de interesse pelo nosso país. Temos a Câmara no topo, o Mc Donalds mais bonito do país e vários hotéis e lojas de luxo. O nome remete à Aliança entre Portugal e Inglaterra

Serralves: O espaço é constituído pelo Parque, Museu de Arte Contemporânea, a casa Serralves e a Casa do Cinema Manoel de Oliveira. O museu e a casa do cinema são de Siza Vieira e a casa de Serralves é um exemplo de Art Déco. Já fomos várias vezes, ver as obras de Miró, uma exposição de Joana Vasconcelos e voltaremos para o Treetop Walk.

O horário difere entre o verão e o inverno, abre sempre às 10h, mas fecha entre as 18 e as 20h (vejam no site). O bilhete geral custa 20€, o bilhete parcial custa 12€. O ideal é chegar de carro ou autocarro, mas se vierem ao Porto de comboio inclui um desconto de 20 a 25%.

O parque de Jacques Gréber inclui agora um Treetop Walk. Todos os anos, desde 2004, a Fundação organiza em junho o Serralves em Festa, um evento que acontece nas instalações com centenas de artistas. Em 2019 foram 50h sem parar.

Mercado do Bolhão: o mercado é conhecido também pelos beijinhos e abraços que os políticos vão dar às vendedoras na altura das campanhas políticas. Está em obras e o edifício renovado vai ficar espetacular. Para já, enquanto mercado, funciona no centro comercial La Vie.

Igrejas

Sé: construída entre os séculos XII e XIII. É uma mistura de estilo romântico, gótico e barroco. Aqui realizou-se o casamento de D. João I com D. Filipa de Lencastre. A alteração da fachada no período barroco foi feita por Nasoni, o mesmo dos Clérigos.

Abre para visitas das 9 às 17:30 no inverno e até às 18:30 no verão.

Igreja do Carmo: Convento Nossa Senhora do Carmo surge no Porto em 1622, através da Ordem dos Carmelitas Descalços. A sua parede de azulejo domina o Instagram das influencers e a verdade é que merece toda a atenção que lhe dão.

Salas de Espetáculo

Teatro Sá da Bandeira: surge como barracão de madeira em 1855, o teatro circo. Tornou-se um espaço mítico da cidade para assistir a espetáculos, tendo apresentado espetáculos de muita importância para o país. A Câmara comprou-o em 2017 e em 2019 vendeu-o. Neste momento é da propriedade da Livraria Lello. Já vimos alguns espetáculos aqui.

Coliseu do Porto: neste local existia inicialmente o Salão passos Manuel, de 1908. O Coliseu abriu a 19 de dezembro de 1941. Recebeu bailados, concertos, orquestras, saraus, operas. Ardeu em 1996 e renasceu em 2014. Hoje em dia é um marco na cidade, enquanto sala de espetáculos e a sua agenda é visível aqui.

Teatro Nacional S. João: surge como Real Teatro São João em 1794. Foi inaugurado em 1798 para celebrar o aniversário do principe D. João (viria a ser D. João VI). O seu interior é muito semelhante ao Teatro de São Carlos, tendo sido projectado do cenógrafo do teatro da capital. É destruído num incendio em 1908. É reconstruído em 1920 e adquirido pelo estado em 1992. Passa de São João Cine a Teatro Nacional de São João. Fica na praça Batalha, onde passam os elétricos.

O Teatro Nacional pode ser visitado juntamente com o Mosteiro São Bento da Vitória por 10€, ou 6€ isoladamente. As visitas guiadas são de segunda a sábado às 10:30 e 12:30.

Casa da Música: quem é da cidade lembra-se que há um antes de existir a Casa da Música e um depois. É a grande casa de concertos da cidade. Devem vir assistir ao concerto de natal da orquestra barroca, se conseguirem. Nós fomos em 2019 e adorámos. Tem visitas guiadas por 10€.

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Palácio de Cristal: os seus jardins são muito bonitos e têm vista para o rio. A sala de espetáculos foi renovada. É outro local onde podem assistir principalmente a concertos. Pode-se subir ao topo, o “melhor miradouro da cidade do Porto” segundo a sua página oficial. A visita guiada Porto 360, pelo interior e exterior que engloba subir os 150 degraus até ao topo, custa 12,5€.
O Palácio de Cristal é de 1865, feito à imagem do londrino, foi construído para a Exposição Internacional do Porto. Foi inaugurada por D. Luis e até 1951 acolheu diversos eventos, o mais marcante foram os 3 meses da Grande Exposição Colonial, em 1934. Em 1952 passa a existir um Pavilhão Desportivo, para substituir o palácio, mas ainda hoje é conhecido o nome do edifício anterior. Em 1991 baptizam o pavilhão com o nome da maratonista portuense Rosa Mota. Em 2019 é inaugurado após obras de reabilitação patrocinadas por entidades privadas, o que leva a um novo baptismo. Sabiam que a Super Bock só registou a marca em 1927, após ganhar o prémio da Grande Exposição Colonial, que aconteceu nos Jardins do Palácio de Cristal?

Outras atracções

Estádio FCP: o Tiago é adepto, a Raquel não, mas sabe reconhecer que o clube é grande e relevante no território nacional. Se gostam de turismo futebolístico passem aqui. O museu custa 15€ o adulto e 10€ a criança.

Ponte da Arrábida: Em 1963 era o maior arco em betão do mundo. É possível escalar o arco e ver a cidade do topo. Nós já o fizemos logo no ano de abertura (2016) e teve um significado especial porque a tese de mestrado do Tiago envolve a ponte. É feita com a empresa Porto Bridge Climb, tem um custo de 14 a 17,5€ e a visita dura 30 minutos. A vista no topo é privilegiada, mas para lá chegar é necessário subir 262 degraus. O grau de dificuldade é reduzido. Apesar de durante o dia as fotos ficarem mais bonitas, não nos arrependemos de ter ido ao por do sol. Há mais pontes, aliás, podem ler o nosso texto sobre as 6 pontes sobre o Douro no Porto.

Rua de Santa Catarina: a rua pedonal das compras. Aqui encontram as lojas principais da moda, o Majestic, o shopping Via Catarina e estão no centro de tudo. No São João é aqui que vão encontrar muitos vendedores de martelinhos.

Edifício Palladium: o edifício fica super bem localizado, a Rua de Santa Catarina e a Rua de Passos Manuel cruzam aqui. O elétrico da Batalha passa em frente. O que torna o edifício em atração é o seu relógio com carrilhão. A algumas horas do dia (12, 15 e 18h)  o relógio não só toca como saem 4 figuras do edifício, são elas: São João, o Infante D. Henrique, Almeida Garrett e Camilo Castelo Branco. São 2 minutos com pequenos movimentos ao som do carrilhão e depois as figuras regressam. Não é o relógio dinâmico mais bonito do mundo, mas é engraçado. O edifício é da autoria de José Marques da Silva (Teatro Nacional de São João, Estação de São Bento e Serralves) para António Nascimento. Os Grandes Armazéns Nascimento foram inaugurados em 1927 e de 1940 até 1974 existiu um café Palladium no interior, de art decaux (do arquiteto Mário de Abreu). Pode ser visualizado na rua, a melhor esquina é a da Ourivesaria Perfecta, ou no interior no primeiro andar.

Zonas verdes

Vários jardins ou parques se destacam na cidade, para além do parque de Serralves.

Jardins do Palácio de Cristal: As letras do Porto.com estão em frente ao Pavilhão Rosa Mota.

Jardim do Passeio Alegre: Com 41.000m2 é um espaço verde importante na cidade. Possui os obeliscos de Nasoni (Torre dos Clérigos), os WC’s com azulejos de Arte Nova, de 1910. O Chalé “Suisso”, ostenta no topo do telhado o Carneiro. Foi local de tertúlias literárias com Camilo Castelo Branco, Arnaldo Gama, Ramalho Ortigão, Alberto Pimentel e outros.

Jardim das Virtudes: Fica por trás do palácio da Justiça. É um jardim em socalcos de 1 ha. Foi criado pelo jardineiro José Marques Loureiro. Está neste jardim vertical a maior Gingko Biloba do país, com 35 metros. Já fomos a um sunset aqui. Desde 1965 que pertence à Câmara, que o renovou em 1998. Tem uma vista privilegiada para o rio Douro, Alfândega e Vila Nova de Gaia.

Foz: mais que uma freguesia, ou que a zona onde o Douro se funde no Oceano Atlântico, temos uma zona que permite passeios românticos, caminhas ou corridas, passeios em família ou uns dias de praia. As suas praias têm bandeira azul, mas serão sempre de água fria. A praia dos Ingleses imita a Promenade des Anglais, em Nice. Vejam o farolim, mas em dias de tempestade cuidado com as ondas.

O que comer:

Mais do que dizer onde, interessa dizer o que devem comer:

  • Tripas à moda do Porto,
  • Papas de sarrabulho;
  • Rojões;
  • Francesinha;
  • Sandes de pernil;
  • Cachorros;

Agora onde podem comer estas coisas boas:

Capa negra: há vários pela cidade, nós gostamos do da Batalha. Devem pedir uma francesinha com ovo e batatas e croquetes.

Casa Guedes: aqui a fila não vos deve assustar. Devem pedir uma sandes de pernil com queijo da serra e se quiserem arriscar tudo umas papas. Agora existem 3 casas.

Majestic: o café é lindo, parem nem que seja para beber um café (fechou durante a pandemia, sem data de abertura).

Tapas bar: nós gostamos das francesinhas aqui e gostamos do ar rústico e local. Aquele atendimento nortenho nem sempre polido, mas cheio de graça, há aqui.

República dos Cachorros: fica na praça dos Poveiros, onde temos a Casa Guedes e o Café Santiago da Praça. O cachorro pode servir de aperitivo (vem cortado em fatias pequenas) ou pode vir como prato completo na sua versão com molho.

Il fornaio 78: para pizzas e risottos gostámos imenso deste restaurante. Os cocktails também têm bom ar. Fica na Boavista.

Mercado do Bom Sucesso: há várias alternativas agradáveis. O próprio mercado é palco de diversas atividades como concertos, lançamentos de livros e afins. 

Subenshi: já falámos deste sushi várias vezes, na casa-mãe em Aveiro. Decidiram abrir no Porto num edifício emblemático.

Sair à noite:

Jardim das Oliveiras: junto à Torre dos Clérigos. Foi renovado e agora é um agradável espaço para beber um copo.

Maus Hábitos: não há melhor descrição que a própria retirada da página de facebook “Um espaço informal de fruição criativa e de encontro de públicos heterogéneos”.

Há muitos mais locais, onde saem vocês à noite no Porto?

Onde dormir:

O Porto foi a segunda cidade do país a aderir à Taxa Turística Municipal, mas pioneira no seu arrojado valor de 2€/diários. Nós somos contra a aplicação destas taxas tão elevadas (uma semana custa 14€ a qualquer visitante maior de 12 anos, que faça check-in em alojamento legal). Principalmente porque não vemos as cidades a aplicar as taxas duma forma que nos deixe orgulhosos. A não ser que se hospedem em casa de amigos ou conhecidos ou que a estadia vos seja oferecida, não se esqueçam da taxa.

Hotel da Música: fica junto ao mercado do Bom Sucesso. Tem uma decoração interessante.

Selina Hostel: esta cadeia que já conhecíamos da nossa viagem pela América do Sul entrou em Portugal em grande.

Há várias alternativas e grandes cadeias como Vila Galé. Usem o booking ou airbnb e escolham um sítio central.

Como chegar e mover-se:

A cidade tem aeroporto, e confessamos que funciona melhor que o de Lisboa. Do aeroporto até ao centro há metro. É necessário comprar o bilhete e validar antes de entrar. Podem carregar o andando com várias viagens.

A estação de São Bento e a de Campanhã deixam-nos aqui vindos de Lisboa, Braga, Guimarães, Aveiro, Coimbra e outras cidades. Tem comboios regionais, urbanos, intercidades e alfapendulares. Nós partimos daqui para a nossa viagem no comboio presidencial (ler Viajar de Comboio Presidencial).

Na cidade podem andar de metro, autocarro ou a pé. A linha de metro é mais simples que a de Lisboa porque há várias estações em que qualquer metro serve.

Uber e táxi também funcionam.

Ainda sobrevive o eletrico, funcionam três linhas: Ribeira-Foz (linha1), Circular Marsarelos-Carmo (linha 18) e circular Carmo-Batalha (linha 22). É caro, comparativamente com os restantes meios de transporte. O bilhete custa 3€.

Quando visitar:

No São João (23 para 24 de junho), a grande festa da cidade. No Serralves em festa. Um festival em que Serralves convida a conhecer a fundação ao mesmo tempo que oferece música. O Nos Primavera Sound também é uma altura em que muita gente gosta de visitar a cidade. Os concertos são no Parque da Cidade. E claro, sempre que vos apetecer.

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365 DIAS NO MUNDO

Somos um casal de viajantes com uma lista de viagens por realizar que está sempre a crescer. Juntos viajamos para conhecer a história, a cultura, as pessoas e a gastronomia de outros lugares.

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