ILHAS CÍES, UM PARAÍSO DE ÁGUA FRESCA (ESPANHA)

Primeiro ponto: Há quem defenda que a visita de um dia seja suficiente, nós defendemos que não.

O arquipélago tem três ilhas, onde já passaram romanos, monges, o pirata Francis Drake e moradores tradicionais, que entretanto abandonaram as ilhas por falta de infra-estruturas. Dizem três ilhas, mas acaba por ser algo exagerado considerar duas ilhas distintas do lado norte, quando partilham a praia. Esta praia, e uma ponte, unem então a ilha Monte Agudo, a “do meio”,  à ilha de Faro. A sul, já claramente separada e apenas visitável de barco privado, está a ilha San Martiño.

Hoje, as ilhas fazem parte do Parque Natural Marítimo Terrestre das Ilhas Atlânticas e, como as visitas estão a aumentar, foi preciso implementar novas regras. Neste momento é a segunda atração com mais visitas da Galiza, a seguir a Santiago de Compostela.

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O que fazer:

Praia

  • a Praia de Rodas é a maior, tem um grande areal e dunas a protegerem-na. O The Guardian considerou-a melhor praia do mundo em 2007 (não sabemos os critérios, mas diríamos, no mínimo, discutível);
  • a Praia de Figueiras é uma praia naturista, mas dá para ver grande parte do areal durante os trilhos, e quase toda a gente vestida;
  • a Praia de Nosa Señora é a nossa preferida, tem um pequeno areal, é menos popular, mas durante a maré alta fica bastante pequena;
  • a Praia de San Martiño, na ilha homónima, não conhecemos, porque fica na tal ilha mais inacessível;
  • há praias mais pequenas, como Praias Margarida, da Cantareia, de Bolos, de Areiña;
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Praia de Rodas
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Praia de Nosa Señora
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Rota do Monte Agudo

Trilhos

Ilha Monte Agudo

  • Rota do Alto do Principe: 3km (1h)
  • Rota do Monte Agudo (passagem pelo Faro o Peito): 5,5km (1:45h)

Fizemos estes dois percursos de uma vez, calmamente, parando quando nos apetecia para tirar fotografias, descansar, etc.. O percurso é interior, junto da floresta, mau para os alérgicos ao pólen. Os trilhos  estão bem sinalizados, não são muito íngremes nem muito exigentes. Recomenda-se um bom calçado, protetor solar e água. Passa-se pela Praia das Figueiras.

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Vista do Alto do Principe

Ilha de O Faro

  • Rota do Monte Faro: 7km (2:30h)

Fizemos este percurso no segundo dia e é talvez o mais interessante. O percurso é íngreme, grande parte ao sol, mas a vista é espetacular. Aproveitámos para ficar uns minutos no topo, sozinhos, a desfrutar da vista. Apesar do site do turismo de Vigo afirmar que é a rota mais popular, não sentimos isso. até achámos pouco concorrida.

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  • Rota do Faro A Porta: 5km (1:30h)

Este é sem dúvida o percurso que menos gente faz. Permite chegar até ao farol A Porta, onde tem uma boa vista para San Martiño, junto ao mar. Tem ligação à rota anterior e ao observatório das aves.

Não medimos os percursos e sabemos que a contagem começa no posto de informação depois do porto, mas garantimos que demorámos menos tempo que o indicado.

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Mergulho: vimos vários barcos, e várias pessoas a participarem.

Ver as estrelas: Obviamente, sempre que um sítio é quase virgem em eletricidade, as estrelas são mais vísiveis. Com isto, queremos dizer que um local sem postes de iluminação, sem poluição luminosa, permite olhar para o céu “com outros olhos”. Um tripé, um céu estrelado e boas técnicas fotográficas, permitem obter fotografias lindas. A preguiça, pelo contrário, não ajuda. Já estávamos na tenda, relaxados e sonolentos, quando olhámos para o céu e decidimos que era mais importante dormir do que fotografar.

Relaxar: O posto de informação empresta livros, o bar tem bebidas frescas e jogos e há alguma relva onde por uma toalha e dormir. Há atividades de animação para crianças, o que permite aos pais relaxarem durante uns minutos.

Exposições: Na Ilha O Faro há um segundo posto de informação com uma exposição, mas só está aberto das 16:30h às 18:20h. É grátis.

Onde comer:

Tínhamos lido que só havia um restaurante nas ilhas e que era caro. Falso, e quase falso. Há três restaurantes, um supermercado, e ainda um pequeno quintal onde se podem comprar bocadillos. Os preços não são económicos, para um português, mas também não são absurdamente caros se considerarmos a qualidade e dimensão das doses.

Para quem vai só um dia recomendamos que leve comida (poupa cerca de 10-20€/pessoa). Nós estivemos quase três dias completos e para o primeiro dia levámos sandwiches, atum e fruta, o que deu jeito.

Há fontes de água potável por todas as zonas das ilhas frequentadas, mas não é muito saborosa.

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Onde dormir:

No parque de campismo da ilha, em tenda própria (mais barato) ou em tenda fornecida pelo camping (mais confortável). Os preços variam entre 19€ e 30€ por pessoa, dependendo da opção escolhida.

Imperdível:

  • Cor do mar;

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  • Vista dos trilhos mais elevados;

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  • Céu estrelado;

Menos bom: 

  • Relação qualidade/preço, principalmente se for em carro próprio que não vá cheio (preço dos parques em Vigo é alto);
  • Temperatura da água;
  • Gaivotas, berram todo o dia, noite inclusive;

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Notas:

  1. como ilha que é, tem gaivotas, que aprenderam a roubar comida por todas as vezes que foram alimentadas à mão. São agressivas e territoriais, mas não tomam a iniciativa de atacar, só de roubar;
  2. a água é fria, pelo tempo de permanência dentro de água, o mergulho e snorkeling podem exigir fatos de neoprene;
  3. há agua quente, com ficha dada diariamente pelo parque de campismo (2 minutos de água quente); mais tempo pode ser pago com moedas de 0,20€, 0,50€ ou 1€;
  4. o parque permite carregar baterias ou telemóveis, no horário 10-19h, gratuitamente;
  5. as noites são frias.
  6. vários artigos referem que não há casas no arquipélago, há sim, poucas, mas há.

365 dias no mundo estiveram 3 dias nas Ilhas Cíes, de 13 a 15 de agosto de 2018

Leiam mais sobre esta viagem, aqui:

ILHAS CÍES – COMO PLANEAR A VISITA

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Raquel

Gosto de viajar depressa ou devagar. Gosto de conhecer pessoas, de ouvir as suas histórias, de experimentar as comidas dos países que visito. Falo pelos cotovelos e tenho uma lista de sítios a conhecer que todos os anos duplica de tamanho. Não gosto de desporto, mas de vez em quando perco a cabeça e experimento algum novo.

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