DA RIBEIRA DAS NAUS A ALFAMA EM SITWAY (PORTUGAL)

A semana europeia da mobilidade decorreu de 16 a 22 de setembro e a Câmara Municipal de Lisboa divulgou e organizou algumas atividades na cidade, sempre relacionadas com mobilidade e transportes.

O Tiago descobriu que uma das atividades (grátis) era experimentar andar de Sitway, um triciclo eléctrico de quase 2.000€. Já tínhamos passado na Ribeira das Naus e visto pessoas sentadas numa espécie de Segway. Já tínhamos gozado com a postura a que o Sitway obrigava, com os capacetes sempre desajustados e quase a cair da cara dos turistas, o que não nos impediu de passar pela mesma chacota. Convidámos amigos, que convidaram amigos, e numa bela quarta-feira à noite lá estávamos, a perceber como se andava para a frente, para trás, e como se chegava ao equilíbrio para nos mantermos imóveis.

A primeira coisa do briefing dado pela SITGO, empresa que explora estes passeios, é ser introduzido ao veículo: touca para manter a higiene, capacete, pés nos pedais e siga usar a anca. Inclinando a bacia para a frente o Sitway avança, inclinando para trás recua, conseguindo encontrar um equilíbrio entre as duas forças fica-se parado. Nada mais simples (teoricamente).

Testámos os Sitway durante uns 20 minutos e fomos atrás do guia em direção a Alfama, parando para apresentar pequenas notas históricas. Em frente à marinha, no Terreiro do Paço, em frente ao Museu do Fado, na Sé e no novíssimo parque de estacionamento do Campo das Cebolas. O Gonçalo, o nosso guia, foi bastante rigoroso  nos factos históricos e aprendemos coisas que não sabíamos.

Há outros percursos: Parque das Nações, Belém, Ribeirinha, etc.. Fomos ao site ver que um tour destes ao preço normal custa 25€ com guia e 15€ sem guia. No Cais do Sodré, em Belém, no Parque das Nações, e agora no Funchal, há postos de aluguer, permitindo também que se recolha o Sitway numa “estação” e se entregue noutra.

Pontos Positivos:

  • o veículo é eléctrico, ou seja, “não” poluente e silencioso
  • o tour foi grátis (obrigado CML pela iniciativa)
  • aprendemos coisas que não fazíamos ideia
  • passa em sítios estreitos e permite subir as colinas de Lisboa com menos esforço
  • tem pisca 😉
  • é um passeio noturno muito giro

Pontos negativos:

  • pode ter alguns problemas de segurança (apesar de incluir um seguro):
    • um dos Sitway aparentemente desligou-se sozinho numa descida, apesar de ter bateria, o que levou a que o condutor caísse para trás
    • na subida para a Sé alguém perdeu o controlo do seu Sitway e também acabou por cair para trás
  • a calçada portuguesa não ajuda ao equilíbrio
  • numa viagem de duas horas o banco acaba por se tornar desconfortável
  • o trânsito: obriga a conviver com carros, turistas, eléctricos, etc., o que exige um bom controlo do equipamento para as travagens e zonas apertadas
  • a velocidade está limitada a 15km/h, conseguem ir talvez até aos 17km/h (com balanço), mas o tour será feito normalmente a 8-12km/h na maioria do percurso, ou seja, muito devagarinho; se procuram adrenalina terão de procurar outra atividade
  • vão ter pessoas no vosso grupo que vão andar aos zigzags e a travar de repente à vossa frente, portanto é obrigatório ir atento a tudo

 

Gostámos, principalmente por ser diferente.

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Raquel

Gosto de viajar depressa ou devagar. Gosto de conhecer pessoas, de ouvir as suas histórias, de experimentar as comidas dos países que visito. Falo pelos cotovelos e tenho uma lista de sítios a conhecer que todos os anos duplica de tamanho. Não gosto de desporto, mas de vez em quando perco a cabeça e experimento algum novo.

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