CIRCULAR EM COPENHAGA (DINAMARCA)

Há cidades que sabem aproveitar a sua posição geográfica. A capital da Dinamarca é uma cidade inteligente nesse campo. Copenhaga tem todos os tipos de transporte das grandes cidades, como metro, autocarros e comboios, mas a sua localização entre duas ilhas leva-os a incluir também os barcos como forma de transporte público. A cidade sabe que o metro é essencial, e potencia essa utilidade recorrendo a veículos autónomos, que acabam por ser uma atração pela falta de motorista e visibilidade frontal. Não há grandes atrasos e funciona 24h/dia. Se houver manutenção, tipicamente durante a noite, os autocarros fazem o mesmo percurso. Foi o que nos aconteceu no dia de regresso, o metro estava fechado até às 5h, por isso fomos para o aeroporto de autocarro com a mesma rota (ATENÇÃO: demora mais tempo).

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Preço:

O preço de cada viagem de transporte varia pelo número de zonas. Do aeroporto para o centro deve-se comprar bilhetes de 3 zonas (36 coroas dinamarquesas, no nosso caso, 2 bilhetes custam menos de 10€), 2 zonas custa 24 coroas, o necessário para as viagens de barco. A maioria das viagens dentro da cidade é feita recorrendo a duas zonas.

Rejsekort:

Tal como em Lisboa (cartão viva viagem) e outras cidades, existe um cartão multimodal, o Rejsekort, que permite viagens a um preço melhor. O cartão tem três modalidades, o pessoal, o flexível e o anónimo. Custa 80 coroas se for obtido de forma anónima, 50 para um residente identificando o seu número civil (CPR). Ao usar este cartão é obrigatório ler o cartão ao entrar no transporte (fazer check-in) e ao sair (fazer check-out), um esquecimento ficará bastante caro. Nós usámos uma vez este sistema. Funciona bastante bem, cobra um valor por viagem especial, mas tem duas desvantagens para um turista: o cartão não passa se tiver um saldo inferior a 70 coroas; e os carregamentos têm de ser feitos com um mínimo de 100 coroas. O cartão também pode ser utilizado fora de Copenhaga, mas precisam de um saldo maior.

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A nossa experiência:

Como a cidade é bastante plana, no primeiro dia optámos por andar a pé e no segundo utilizar bicicletas. A cidade percorre-se bastante bem das duas formas, porque tem sempre ciclovias e porque, tanto ciclistas como condutores, seguem as respectivas regras (não é como em Lisboa). O primeiro dia foi muito cansativo porque caminhámos até à pequena sereia. Fizemos cerca de 18km durante todo o dia. No segundo dia acabámos por ceder às bicicletas para conseguir circular mais rápido. Usámos duas empresas, a bycyklen, que nos obriga a criar um utilizador, e a donkey republic.

Bycyklen – Disponibiliza bicicletas estacionadas em pontos fixos (“docks”), todas tendo um motor elétrico auxiliar. Não tem app, o login é feito na própria bicicleta recorrendo às credenciais do registo de utilizador, permite usar duas bicicletas em simultâneo e custa cerca de 2€ a cada meia hora (15 coroas). Obriga a uma caução de 200 coroas que é devolvida no fim da primeira viagem.

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Donkey Republic – é uma app permite alugar bicicletas ao minuto, em blocos de horas ou dias inteiros. Com o código DONKEYBFF permite a utilização gratuita até 24h. O preço vai descendo com o período de aluguer (meia hora custa o mesmo que a Bycyklen).

Usámos a primeira durante meia hora e a donkey durante 6 horas (sempre as mesmas bicicletas), recorrendo a uma espécie de Park & Keep (para quem conhece o termo da Drive Now – que também existe aqui). Também podemos utilizar duas bicicletas com o mesmo login, mas como só se pode utilizar o código promocional uma vez, mais vale criarem as contas necessárias.

Achamos que vale a pena usar a donkey com o código especial, mas se não tiverem o hábito de pedalar pode ser mais vantajoso recorrer às bycyclen por serem motorizadas / para preguiçosos. Não se esqueçam de respeitar as regras. Utilizar as ciclovias, sinalizar quando viram para algum lado ou quando vão parar e circular a pé, com as bicicletas pela mão, nas passadeiras.

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Agora que Lisboa está inundada de bicicletas e trotinetes, e depois de passar em Copenhaga e Amesterdão, percebe-se que é necessário que as pessoas saibam como circular correctamente, bastando copiar quem já leva muitos anos disto.

365 dias no mundo estiveram em Copenhaga de 9 a 10 de março de 2019

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Raquel

Gosto de viajar depressa ou devagar. Gosto de conhecer pessoas, de ouvir as suas histórias, de experimentar as comidas dos países que visito. Falo pelos cotovelos e tenho uma lista de sítios a conhecer que todos os anos duplica de tamanho. Não gosto de desporto, mas de vez em quando perco a cabeça e experimento algum novo.

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