BLUE LAGOON, SIM, NÃO OU NIM (ISLÂNDIA)

Quando decidimos que íamos à Islândia em outubro começámos a ver vídeos e a ler blogs. Um dos temas mais “polémicos” era ir ou não ir à Blue Lagoon. Havia imensos artigos de turistas e mesmo de gente que vive na Islândia que dizia que apesar de todos os defeitos não se devia deixar de ir. Então decidimos ir. A Raquel foi vendo no site os preços e depois de decidirmos as datas dos voos comprou o bilhetes on-line.

A Blue Lagoon é artificial, fica junto à uma “fábrica” de produção de energia geotermal. À volta de Svartsengí existiam lagoas de cor azul celeste nos campos de lava e os residentes começaram a tomar banho nas suas águas quentes nos anos 80. Em 1992 decidiu-se criar uma empresa chamada Blue Lagoon Limited. Foram feitas pesquisas com base na presença de sílica e outros minerais na água e criou-se a marca de beleza em 1995. Em 1999 abriu o SPA e em 2005 uma clínica hotel para tratamento da psoriase.

É uma das 25 maravilhas do mundo da lista da National Geographic.

Porque é que esta piscina é das mais famosas do país apesar de ser a mais cara? Primeiro é vendida como sendo ótima para a pele, a água é rica em sílica, a empresa tem uma linha gigante de produtos de beleza naturais. Em segundo lugar é perto de Reykjavík (40 minutos) e muito perto do aeroporto de KEF. Há transferes que deixam os turistas na Lagoa Azul antes de seguirem para o aeroporto. Há, também, salas para guardar bagagem e depois seguem para o aeroporto, no mesmo transfer. E em terceiro lugar o espaço é bonito, fica bem nas fotos e centenas de influencers publicam fotos tiradas ali, tornando o local num must go e must do.

Há três tipos de bilhetes:

  • Conforto: a partir de 50€ (mas podem ir até aos 85€);
    • Inclui uma bebida à escolha, uma toalha e uma máscara de sílica;
  • Premium: a partir de 71€ (mas podem ir até aos 106€);
    • Inclui toalha, robe e chinelos, uma bebida à escolha, a máscara de sílica e uma segunda à escolha, uma garrafa de vinho de espumante se jantarem no restaurante;
  • Retreat SPA: 560€, inclui uma série de coisas inclusive 4h no SPA.

Os bilhetes têm que ser comprados com antecedência, bastante mais antecedência quanto mais quiserem poupar. O preço dos bilhetes aumenta com a procura. Tomamos quase a liberdade de dizer que numa viagem a Islândia, uma das primeiras coisas a pensar é em ir ou não à Blue Lagoon para decidir comprar o bilhete e tentar um preço mais simpático. Os bilhetes têm uma hora de entrada específica, para evitar a sobre lotação.

O dia na Blue Lagoon

À volta da piscina privada, fora de muros, é possível caminhar pelos campos de lava, em trilho marcado e ver a lagoa azul natural. Antes de entrar na Blue Lagoon há um edifício para guardar bagagem. Não é possível sair sem passar pela loja (espertos). Têm de escolher a fila certa consoante o vosso bilhete. Dão-vos a toalha e uma pulseira que permite abrir e fechar o cacifo e que permite beber no bar, carregando a pulseira.

Os vestiários são enormes, têm zonas de chuveiro individuais para os mais envergonhados e alguns chuveiros normais sem cabine separada como é habitual nas piscinas islandesas. Há secadores, sacos de plástico, cotonetes, lenços e discos de algodão.

Ao contrário das piscinas habituais aqui os sapatos entram no vestiário e são guardados no cacifo. Logo aqui estranha-se, então vamos andar com as botas cheias de neve pelos mesmos sítios onde depois vamos andar descalços ao vir do banho?

O cacifo não é muito grande, mas inclui um cabide. Se leram o artigo (aqui) de ir às piscinas como um verdadeiro islandês sabem que se toma banho nu, esfregam-se bem as partes assinaladas nos cartazes (zona genital, sovacos, cabelo e pés) com gel duche que é também champô. Os fatos de banho são vestidos depois. Na blue lagoon há imensa gente a fazer batota, coisa impossível em qualquer outra piscina, excepto se estiverem sozinhos no vestiário. A Raquel viu de tudo, pessoal que veste logo o fato de banho, pessoal que não se molha, pessoal que leva t-shirt por cima, e vimos o melhor de todos que foi entrar na piscina de robe. O nosso bilhete era para entrar às 18h e estava o caos no vestiário feminino. Um grupo de asiáticas estava a sair, provavelmente vinham no mesmo autocarro então havia muito movimento.

Na blue lagoon é normal sair com a toalha porque há sítios onde a pendurar antes da piscina. Nesta altura do ano (novembro) recomendamos que entrem na piscina pela esquerda. Há uma porta molham-se progressivamente, porque a piscina começa ainda do lado de dentro.

A piscina é gigante, tem pequenas grutas, pontes, zonas mais recônditas, e ao fim do dia é fácil encontrarem zonas onde ficam sozinhos. Não fazemos ideia de como é mais cedo, mas acreditamos que conseguem fotos sozinhos com alguma criatividade.

O bar é dentro da piscina, à direita. Inclui smoothies, cidra, vinho ou espumante. O preço varia dos 600 aos 1650 ISK, a bebida incluída no pacote pode ser qualquer uma.

O “bar” de máscaras é à esquerda. Recebem a máscara na mão e é só espalhar. Devem deixar 15 minutos e depois retirar.

Tem sauna e banho turco. Há uma sala de relaxamento no primeiro andar virada para a piscina, podem subir e deitar-se a descansar. Tem nadadores salvadores que vagueiam constantemente pelo espaço.

Ficámos duas horas e foi agradável. Provavelmente mais que isso já é aborrecido. O nosso bilhete era para dia 6 de novembro às 18:00.

Como reservar:

Devem ir ao site e escolher o número de bilhetes e depois o dia. Abre a agenda diária e encontram preços por hora para os 3 pacotes. Ao confirmarem o bilhete a blue lagoon tenta vender-vos o transfer por 39€, uma massagem por 125€ e uma reserva para almoço ou jantar. Só têm de preencher os vossos dados e os dados do cartão. Recebem o bilhete por e-mail e na véspera chega outro e-mail com informações importantes.

Como proteger o cabelo:

A sílica não estraga o cabelo, mas torna-o pouco maleável. É fácil prevenir o efeito com um cuidado simples. Há quem diga que não deve ser molhado na água da lagoa, mas podem molhar o cabelo à vontade se antes fizerem o que vos vamos dizer. Ao tomarem banho ponham bastante condicionador no cabelo e não enxaguem. Ele vai ficar protegido e quando saírem da lagoa e tomarem banho voltam a pôr condicionador durante uns minutos e a lavar normalmente. O vosso cabelo vai estar impecável. Usámos a linha de champô/gel duche e condicionador fornecido pela empresa.

Conselhos:

  • não levar óculos nem lentes de contacto;
  • usar condicionador, no chuveiro e não enxaguar;
  • levar gopro ou capa protetora de telemóvel, eles vendem (caro);
  • manter-se hidratado;
  • enxaguar bem o fato de banho depois de sair da lagoa, para retirar toda a sílica;
  • não se esqueçam das regras, já falámos nisso aqui;

O que gostámos menos:

  • preço, por comparação com Krauma, Geosea, VOK, Myvatn Nature Baths, Secret Lagoon ou Fontana está altamente inflacionada;
  • os vestiários, a verdadeira confusão para nós é na zona de vestir, mais do que na própria lagoa;
  • a temperatura da água, não é a piscina mais quente onde estivemos na Islândia e provavelmente não é a mais limpa;

365 dias no mundo estiveram na Islândia de 23 de outubro a 7 de novembro de 2019

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Raquel

Gosto de viajar depressa ou devagar. Gosto de conhecer pessoas, de ouvir as suas histórias, de experimentar as comidas dos países que visito. Falo pelos cotovelos e tenho uma lista de sítios a conhecer que todos os anos duplica de tamanho. Não gosto de desporto, mas de vez em quando perco a cabeça e experimento algum novo.

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