DICAS: VIAJAR DE AVIÃO COM BEBÉS

A Maria tem quatro viagens naquele corpinho gorducho de 6 meses. Provavelmente fará mais enquanto não pagar bilhete, mas quem sabe? Vivemos tempos estranhos. Duas viagens (ida e volta) já permitem falar da nossa experiência e dar dicas que lemos na internet. Vamos lá falar então de como viajar de avião com bebés.

Preparação da viagem:

Apesar dos pais serem sempre quem toma a decisão final, não é mal pensado conversar com o vosso pediatra ou médico de família antes da escolha do destino. Podemos dar o nosso testemunho, nós esperámos pelos 3 meses propositadamente, para viajar já com algumas vacinas. Devem saber que algumas companhias não deixam viajar de avião com bebés com menos de 14 dias, algumas permitem aos 7 dias, por isso giram o processo com alguma precaução.

É necessário ter documento de identificação. Como os nossos voos foram domestico e dentro do espaço Schengen bastou o CC, mas em voos internacionais fora do espaço Schengen é essencial ter o passaporte. Não se esqueçam que o destino pode implicar vacinas extras e que se só um dos pais viajar com o bebé que é necessário uma declaração. Na nossa viagem às ilhas Bealeares fizemos o nosso registo na APP Registo Viajante, viajámos com seguro da IATI, só falhou o cartão de saúde europeu da Maria que ainda não pedimos.

O vosso bebé tem que ter um bilhete em nome próprio, mesmo que não ocupe assento. Comprámos os nossos voos para a Madeira na TAP. Como foram bilhetes comprados com milhas não conseguimos comprar logo o dela, e também não estávamos preocupados, já que ela só viria a nascer no mês seguinte. Acrescentá-la já foi difícil. A TAP não atende facilmente o telefone. Enviámos e-mail, mas foi pelo instagram que se resolveu. Enviaram em poucos minutos um e-mail com o bilhete dela, após o pagamento. Na Ryanair não foi difícil, escolhemos logo a opção de dois adultos e um bebé.

Conheçam a vossa criança na hora de escolher o horário do voo. Há crianças que viajam muito bem à noite, pois dormem como se estivessem em casa. Há crianças que aguentam voos longos e algumas que ficam mais bem dispostas se fizerem voos com escala. E há crianças que são sempre uma surpresa. Pode não ser mais vantajoso escolher o voo mais barato como faziam antes, se o faziam.

O grande dia da viagem:

Viajar de avião com bebés não difere muito da viagem sem bebés. É recomendável fazer o check-in antecipadamente, principalmente se não levarem bagagem de porão. A principal vantagem é poderem escolher os lugares antecipadamente. Na Ryanair nós comprámos os lugares, para garantir que íamos juntos e valeu a pena, já que fomos sempre com um lugar vago ao lado.

No raio-X o bebé passa ao colo e o carrinho tem que ser fechado e passar na máquina. Tendo um bebé é permitido viajar com líquidos, como leite, sopas, papas, água, etc, mas têm que ser mostrados e verificados. A quantidade permitida não está explicita, mas sejam razoáveis. Isto facilita em escapadinhas mais curtas já que podem levar as primeiras refeições.

Com crianças de colo têm prioridade no embarque, na TAP, o que dá jeito. Neste voo foi quase indiferente. Porque fomos os primeiros a entrar no autocarro, logo dos últimos a sair. A Ryanair só dá prioridade a quem paga.

Apesar do nosso ovo poder ser usado em voos, já que é certificado (VO 965/2012), isso obrigaria a comprar um lugar. Claro que não o fizemos, então a Maria viajou ao nosso colo. No drop-off da bagagem deram-nos uma etiqueta amarela que identifica o objecto como sendo entregue à porta do avião. Carrinho e mais um artigo não contam como bagagem extra e podem acompanhar o bebé. Na TAP foi dado à Maria o direito a 10kg de bagagem. O carrinho/ovo foi-nos devolvido no Funchal à porta do avião. Assim colocámos logo lá a Maria. Já em Lisboa foi um filme para nos devolverem o carrinho/ovo o que fez atrasar o autocarro de todos os passageiros. No aeroporto de Palma e do Porto o ovo veio no tapete.
Entregámos o ovo à entrada do avião e subimos com ela ao colo. Caso o ovo entrasse no avião teria que ser colocado nos lugares marcados para o efeito, que geralmente são à janela, porque não impossibilitam a passagem, mas vejam com a companhia aérea. Geralmente os bebés pagam a partir dos dois anos e aí já pode ser vantajoso levar a cadeira auto, principalmente se no destino andarem de carro alugado, como nós na Madeira e em Maiorca.

As assistentes de bordo trouxeram sempre o cinto e o colete de salvação (TAP) da Maria e explicaram o seu uso. O cinto dos bebés encaixa no do adulto (é só colocar o aro fechado de tecido dentro do cinto do adulto). Tal como em adultos é colocado à volta da cintura e ajusta-se.

viajar de avião com bebés, cinto

Em voos longos pode ser vantajoso pedir o berço, mas este serviço tem que ser reservado com antecedência e obriga a lugares específicos. Vimos na net pais que com um pano fazem um assento usando a mesa do banco da frente, mas é discutível em termos de segurança.

Conselhos:

Devem levar roupa confortável para o bebé, e mais uma muda, caso aconteça algo que implique mudar de roupa. É recomendado mudar a fralda antes do voo, mas os voos têm fraldários. Não se esqueçam da chupeta, doudou, ou algo que mantenha os vossos bebés confortados. Nós levámos a manta habitual.

Viajámos com uns redutores de ruído próprios para bebé e queríamos seguir a regra de dar de mamar ou a chupeta na descolagem para reduzir os efeitos da pressão nos ouvidos. Os nossos protectores de ouvidos não foram um sucesso, já que não os testámos antes e ela não gostou, mas acabámos por conseguir colocar depois de adormecer e ela fez uma aterragem em sono profundo. São da marca Alpine, modelo Muffy Baby. Comprámos na Fnac e já não nos lembramos bem do preço, mas algo entre os 25 e 30€.

Não sentimos que a descolagem a tenha incomodado, apesar de ela estar cheia de sono e por isso rabugenta. Descolámos a mamar e aterrou a dormir. Viajou quase todo o voo e só acordou na recolha de bagagem no Funchal e na saída do avião em Lisboa. Neste último voo (Porto-Palma-Porto) a ida foi mais chorosa, a vinda foi uma maravilha.

Sorriam para os vossos vizinhos de voo, é provável que o bebé chore, serem simpáticos ajuda as pessoas a serem mais tolerantes, apesar de se sentirem incomodas.

Bebés maiores podem precisar de distração ao viajar de avião.

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Raquel

Gosto de viajar depressa ou devagar. Gosto de conhecer pessoas, de ouvir as suas histórias, de experimentar as comidas dos países que visito. Falo pelos cotovelos e tenho uma lista de sítios a conhecer que todos os anos duplica de tamanho. Não gosto de desporto, mas de vez em quando perco a cabeça e experimento algum novo.

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