À DESCOBERTA DA ARTE URBANA NO MÉDIO TEJO (PORTUGAL)

Sabiam que a região do Medio Tejo está repleta de obras de arte urbana espalhadas pelos 13 concelhos que pertencem aos distritos de Santarém e Castelo Branco? A região, muitas vezes injustamente desprezada, tem muitas atrações, desde arquitetónicas a históricas, passando por festas de interesse nacional e à natureza ímpar, mas isso ficará para outro texto. Queremos falar da região enquanto um centro nevrálgico de arte urbana.

arte urbana

Nos últimos tempos, muito da nossa vida tem passado pelo Médio Tejo, mas ainda estamos a conhecer a região e as suas atrações.

Já falámos de arte urbana no nosso país noutros textos, como no Porto ou em Águeda, e sabemos que o país tem outros pontos de relevo nesta matéria, como Lisboa e a Covilhã. A parte gira da arte urbana nesta região é a sua “pureza”. Isto é, fica em edifícios abandonados, mais escondida, é preciso desbravar mato para a encontrar. Claro que também já existe em fachadas e muros mais emblemáticos, mas é um regressar à arte urbana de intervenção. Além disso, é feita apenas à conta do artista, pelo puro prazer da sua expressão artística.

arte urbana

Há um artista major aqui, Violant, ou João Maurício. Violant é de Riachos, Torres Novas, e, apesar de ter assinado obras por todo o país (Barreiro, Lisboa, Coimbra, Leiria, Serra da Estrela, Vila Real, Braga) e mesmo fora de portas (Polónia), muitas das suas obras estão em Constância, Entroncamento, Abrantes, Golegã e Torres Novas, no Médio Tejo. Pinta com recurso a extensores, rolos, plataformas elevatórias e tintas. As suas obras são coloridas, provocativas e fazem-nos pensar. O seu talento é inegável, sendo várias vezes referenciado em artigos internacionais.

Apesar de muitos dos murais estarem escondidos e em espaços abandonados, são fáceis de encontrar, porque o artista identifica na sua rede social a obra, o nome, o local e as coordenadas GPS.

Obras

Oedipus, uma obra de agosto de 2019, no pilar da ponte João Joaquim Isidro dos Reis, entre a Chamusca e a Golegã. Fica na estrada nacional 243, na ponte erigida em 1909, que foi um grande avanço na época, com os seus 756 metros de comprimento em estrutura metálica. Apesar de hoje ser considerada demasiado estreita, continua a ser visualmente muito interessante. O mural fica do lado da Golegã e para chegar ao pilar onde Violant deixou a sua marca terão duas opções: a pé, descer a escadaria (escolha inteligente); ou de carro, virando à esquerda antes de entrar na ponte, e depois na primeira à direita (o caminho é estreito, pouco aconselhado a carros grandes e baixos). No mesmo local, noutro pilar, há outra obra já esbatida pelo tempo.

arte urbana
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Miss in Scene, numa escola em Praia do Ribatejo, mesmo dentro da escola, na lateral de um dos edifícios. É de março de 2019.

Pan, também na Praia do Ribatejo (maio de 2018) e Thetis (abril de 2018).

Na Moita do Norte encontram Mayday (não temos fotografia)

Em Vila Nova da Barquinha encontram a Sophia, uma obra produzida em dezembro de 2018. Um mês antes surgiu Vertigo, virada para o Parque de Escultura Contemporânea de Almourol.

Em Tancos temos Noah, de junho de 2018. Também é uma zona boa para passear à beira Tejo, onde até podem andar de barco.

Bipolar, em Constância, é mais difícil de fotografar, por não ser fácil de estacionar. A obra é de junho de 2017. Uma obra que é da mesma altura, mas que continua atual, é a Gargantua, onde Trump é caricaturado.

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Em Alferrarede temos Hawk King, de janeiro de 2017.

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Lazarus surgiu no final de 2016, no Entroncamento. Dentro do armazém encontram Fang (janeiro de 2014), mas também não temos foto.

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Há outras obras na zona, em Torres Novas, Riachos, Golegã, Montalvo e Chamusca, mas ainda não tivemos tempo de fotografar tudo.

365 dias no mundo estiveram no Médio Tejo de 6 a 8 de junho de 2020

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365 DIAS NO MUNDO

Somos um casal de viajantes com uma lista de viagens por realizar que está sempre a crescer. Juntos viajamos para conhecer a história, a cultura, as pessoas e a gastronomia de outros lugares.

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